Conto de enigma – A garota que sabia demais

Por Gabriel Giuliano Baroni e Lucas Lopes – 8º ano C
Meu nome é Alexandre, Alexandre Floris. Sou detetive e estive com Hector, diretor do Museu do Louvre, para esclarecer um dos casos mais intrigantes e misteriosos da região: o caso de Marie LeClair, funcionária da manutenção de obras do Louvre. Como chefe dela, Hector sabia de seu assassinato:
— Eu estava no meu escritório, no primeiro andar, — disse Hector — vendo os valores de cada obra do museu. Era uma sexta-feira digna de um bom desfecho de semana. Eu havia pedido para alguns funcionários, inclusive Marie, e alguns guardas para vigiarem o museu.
Eu escutava atentamente cada detalhe, e pedi mais informações:
— Como estava dizendo, desliguei os sistemas e apaguei as luzes, para ninguém acessar o sistema de segurança. Então, me retirei de lá. No carro, enquanto passava por viaturas policiais, recebi a ligação de um guarda para que eu voltasse para lá. Ao chegar, me deparei com a seguinte cena: Marie morta no chão toda ensanguentada, guardar rondando o seu cadáver e policiais por toda parte.
Como detetive, pedi a Hector para que eu pudesse analisar o Louvre, desde o escritório do diretor até o último andar. Analisei todos os cômodos e salas minuciosamente e encontrei pistas importantes: uma arma de porte policial, um pedaço de moldura e uma carteira. Esta carteira continha informações de Jean-François, que descobri ser um parente de Pierre, um dos integrantes da polícia de Paris. Ligamos para Pierre e, em 30 minutos, ele estava no local.
Pedi a localização da residência de Jean, Pierre me deu: Praça Charles Louis Secondat, 567. Eu, junto a Pierre e Hector, fui até Jean e, imediatamente, percebi que algo estava errado: a porta da casa estava derrubada, assim como as portas dos outros cômodos. Entrando na sala de estar, vi vários papéis e contas a pagar espalhadas pelo chão, revestido por um carpete bege, todo sujo. Assim, entramos, aparentemente em seu quarto, e vimos Jean François deitado, abraçado a um quadro da Monalisa com uma parte da moldura rachada, rindo muito. A rachadura era exatamente do tamanho do pedaço de moldura vista no museu. Demos a ele sua carteira com todos os seus documentos, e o levamos à delegacia de Paris.
No caminho até lá, Pierre veio rindo e resmungando algo do tipo “agora eu não vou ter piedade”. Com isso, percebi que sua voz saía, digamos, artificial, sem sentimento algum.
Chegando na delegacia, Jean tentou se explicar de todos os jeitos possíveis, porém teve que ser julgado mais tarde. Apesar de ter um ótimo advogado, Jean foi condenado à prisão perpétua.
Eu já havia me desligado do caso, e iria ter minhas sonhadas férias no Havaí. Mas, deitado na minha confortável cama, comecei a refletir: no museu, encontrei uma arma de porte policial, no escritório do diretor Hector, ouvi os resmungos sem sentido de Pierre a Jean, a carteira encontrada…. Havia algo errado nesta história. Então, me levantei da cama e já tinha um destino: a casa de Pierre.
Toquei a campainha, esperei um pouco. Pierre veio à porta, ainda de pijama. Não posso culpá-lo, eram 9 horas da manhã. Simplesmente, pedi para que me recebesse em sua casa e tomei um café. Pelas 11 horas, mesmo fazendo uma discreta observação na casa, não encontrei nada. Porém, na saída, encontrei algo muito peculiar: um frasco de spray, em uma estante de livros. Então, lhe perguntei o que era aquilo; ele respondeu:
— É apenas um spray de riso!
Imediatamente, levei-o à delegacia, e expliquei:
— Pierre foi o culpado! Apenas ele tem o contato de Jean, então foi possível pegar sua carteira e deixar na cena do crime. Qual o motivo? Simples. Havia boatos de que o quadro continha informações confidenciais sobre o governo francês. Porém, Pierre sabia que Marie LeClair estava com a senha, então a matou, pegou a senha e conseguiu incriminar o tio tão odiado!
Dito isso, prenderam Pierre e Hector, que era seu cúmplice, e soltaram Jean François, inocente.
Neste dia de verão, foi solucionado o maior problema que Paris já teve. Aqui é Alexandre Floris, desligando.

 

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